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Entidades reivindicam recursos para produção Audiovisual Cultural

Entidades organizadas e representativas do setor Audiovisual enviaram, no dia 06 de maio, - data limite para o recebimento de críticas e sugestões à Lei Rouanet - uma carta com sugestões ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira.

O documento, assinado pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABDn), Associação das Empresas Produtoras do Audiovisual (APBA), Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural (CBDC) e Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), além de dezenas de Cineclubes e profissionais ligados ao setor, chama a atenção para o fato dos cinco Fundos Setoriais propostos na lei não contemplarem ações de fomento para os segmentos que compõem o chamado "cinema não comercial".

Segundo as entidades, se não houver alteração na lei, essa lacuna poderá provocar incertezas e prejuízos à produção de curtas, médias e longas metragens, dificultando também a realização de documentários e filmes de animação. Outros segmentos, tais como os festivais, as ações de preservação da memória do cinema nacional, as escolas e cursos de formação de técnicos da área também poderão ser afetados, limitando a experimentação da linguagem e a difusão e circulação do acervo audiovisual brasileiro.

A carta ao Ministro Juca Ferreira finaliza com a proposta de criação de um Fundo Setorial específico para a produção Cultural do Audiovisual e reivindica 15% das receitas previstas na lei.

 
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