Brasil busca padrão ideal para o País
Nenhum dos padrões de rádio digital que existem no mundo atualmente atende às necessidades do Brasil, na avaliação do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Há dois padrões – o americano (In-band on-channel – IBOC) e o europeu (Digital Radio Mondiale – DRM). Costa explicou que o sistema digital americano tem OM e FM, mas que, embora o FM funcione bem, o OM funciona muito mal. Segundo o ministro, o OM tem os mesmos problemas do sistema analógico: zonas de sombra, isto é, locais onde não pega.
No caso do europeu, só tinha a rádio OM, não existia FM. Depois de um ano, o sistema europeu já está anunciando testes e colocando à disposição a transmissão de rádio FM. “Não é procrastinação do governo, não estamos atrasando a escolha. Estamos sem segurança para decidir qual o modelo”, revelou o ministro.
A rádio Cultura AM e a Bandeirantes FM, de São Paulo, a Tiradentes AM, de Belo Horizonte, e a Clube Comunicação FM, de Ribeirão Preto, realizaram testes com o sistema americano.
O consultor da Associação das Emissoras de Rádio e TV (Abert), Ronald Barbosa, disse que enquanto o sistema analógico permite uma cobertura de apenas 40% da área com um bom sinal, no sistema americano ela chega a 70%. Para ele, isto é um ganho significativo.
Barbosa defendeu ainda o modelo americano sob o argumento de que o preço dos receptores portáteis desta tecnologia são mais baratos para o consumidor, entre US$ 50 (R$ 97,95) e US$ 150 (R$ 293,85). No caso europeu, segundo ele, o receptor custa entre 200 (R$ 556,10) e 300 (R$ 834,15).
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